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Mário Laginha Trio “Mongrel”

Participação no JazzValado em 04 de Maio de 2012 - 15º Festival

 
 
Piano - Mário Laginha
Contrabaixo - Bernardo Moreira
Bateria - Alexandre Frazão
 
 Sem dúvida, Mário Laginha, é um dos mais conceituados músicos e compositores da música contemporânea portuguesa. Já se apresentou em Valado dos Frades em 2004, para o qual formou este Trio a convite da direcção artística deste Festival.
Com ele já gravou 3 discos e as críticas não poderiam ser melhores. A promover o 3º CD, trará um concerto de música fantástica e com a certeza de atrair público pelo artista que se tem tornado.
No campo seguinte, poder-se-á ler o que o próprio autor escreve sobre a sua obra.

“Durante o espaço de tempo em que escolhi as peças de Chopin que queria incluir neste disco, fui relembrando que a profusão de melodias e a riqueza harmónica são uma constante em toda a sua música. No Scherzo, na Balada, na Fantasia e até nos Nocturnos, só utilizei parte dessas melodias (por vezes uma só). Tomei muitas liberdades. Mudei compassos, tempos, modifiquei algumas harmonias - até mesmo melodias - criei espaço para a improvisação, enfim, nunca me abstive de alterar aquilo que me pareceu necessário para aproximar a música de Chopin do meu universo musical. Tinha que o fazer. Ironicamente, embirro solenemente com versões de temas clássicos em que lhes acrescentam um ritmo de jazz ou pop. Nunca o faria. Quis deixar reconhecível a fonte musical, mas fiz os possíveis por não ter uma deferência tal que me inibisse de transformar o que quer que fosse.
Este disco é uma espécie de heresia a transbordar respeito pelo compositor. E parece-me quase um dever homenagear um dos maiores improvisadores de todos os tempos com uma música que tem na sua matriz a improvisação.
Uma última nota sobre o nome do CD. A música que aqui está não é exactamente a que Chopin escreveu, está contaminada por outras. Nesse sentido é uma música mestiça. Como para o imaginário português a palavra mestiço remete muito para África, fui à procura de outra, noutra língua, que tendo o mesmo significado, não sugerisse uma relação (que neste caso não existe) com esse universo. Encontrei. É "Mongrel".”
Mário Laginha

 
 
 
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